Supergirl chegou ao HBO Max: os números por trás do filme que dividiu tudo
O segundo filme do novo universo da DC chegou ao streaming. Supergirl entrou no catálogo do HBO Max em 10 de setembro de 2026, sem custo adicional para assinantes, dois meses e meio depois da estreia nos cinemas. E chega carregando a discussão mais interessante do ano em cinema de super-herói: crítica e público discordaram feio.
Onde assistir Supergirl
No HBO Max, incluído na assinatura. O filme tem 1 hora e 48 minutos, o que é curto para o padrão atual do gênero e trabalha a favor dele.
Quem fez
- Direção: Craig Gillespie, o mesmo de Eu, Tonya e Cruella. É uma escolha estranha para super-herói e essa estranheza é proposital.
- Roteiro: Ana Nogueira.
- Elenco: Milly Alcock como Kara Zor-El, David Corenswet retomando o Superman, Jason Momoa como Lobo, mais Matthias Schoenaerts, Emily Beecham e Eve Ridley.
- Base: a minissérie em quadrinhos Supergirl: a Mulher do Amanhã, de Tom King e Bilquis Evely.
O quadrinho de origem importa aqui
A Mulher do Amanhã não é uma história de super-herói comum. É um faroeste espacial, narrado por uma menina alienígena que contrata Kara para uma vingança, com Kara bêbada e amarga na maior parte do caminho. O quadrinho foi muito elogiado justamente por não parecer produto de super-herói.
Adaptar isso num filme de estúdio é uma aposta grande, e boa parte do que se discute sobre o filme vem daí: quanto dessa aspereza sobreviveu.
Os números, sem maquiagem
Aqui está a parte que ninguém do estúdio gosta de comentar.
- Crítica: 58% de aprovação no Rotten Tomatoes.
- Público: 77% no mesmo site. São dezenove pontos de diferença.
- Abertura global: cerca de 62,6 milhões de dólares. É a segunda pior estreia do novo universo da DC, atrás só de Besouro Azul.
- Custo: orçamento estimado em 170 milhões, mais cerca de 120 milhões de marketing.
- Prejuízo estimado: na casa dos 100 milhões de dólares.
Vale registrar o que esses números são e o que não são. Uma diferença de dezenove pontos entre crítica e público não quer dizer que a crítica errou nem que o público é indulgente: quer dizer que o filme divide, e que a discordância é sobre o que ele tenta fazer, não sobre se ele foi bem feito.
O que isso significa para o novo universo da DC
Supergirl é o segundo longa do universo reiniciado por James Gunn, depois de Superman. Um segundo filme que não paga o próprio custo é problema real, e a resposta do estúdio nos próximos dois anos diz mais sobre o plano do que qualquer entrevista.
Enquanto isso, a mesma DC está indo muito melhor na televisão. Lanternas está no ar semanalmente no HBO Max, tratando Lanterna Verde como investigação policial em vez de aventura espacial, e a recepção tem sido bem melhor do que a do filme.
Vale ver?
Agora que está incluído na assinatura, o cálculo mudou: no cinema você pagava ingresso para arriscar, no streaming você arrisca uma hora e quarenta e oito. Se você gostou de Superman, se leu o quadrinho, ou se a nota do público te interessa mais que a da crítica, é sessão fácil de justificar.
A crítica completa do Cenanauta sai depois que assistirmos. Aqui, por enquanto, o que existe é o que dá para verificar: ficha técnica, origem, números e contexto.
Perguntas frequentes
Preciso ver Superman antes de Supergirl?
Ajuda, porque Kara já apareceu lá e o Superman de David Corenswet volta neste. Mas o filme se sustenta sozinho.
Supergirl está incluso na assinatura do HBO Max?
Está. Entrou no catálogo em 10 de setembro de 2026 sem custo adicional.
O filme é fiel ao quadrinho?
Ele adapta A Mulher do Amanhã, de Tom King e Bilquis Evely, mantendo a estrutura de viagem de vingança narrada pela menina alienígena. O tom, que no quadrinho é bem mais áspero, é o ponto em que as opiniões se separam.
Jason Momoa não era o Aquaman?
Era, no universo anterior da DC. Aqui ele volta em outro papel, como o caçador de recompensas Lobo, no universo reiniciado.