Melhores originais da HBO e do Max: Sofia Falcone em O Pinguim

Os melhores originais da HBO e do Max, de Os Sopranos a Lanternas

Mesma regra dos outros guias: só produções originais HBO e Max. Aqui ela é quase supérflua, porque a HBO praticamente inventou o formato de série de prestígio e o acervo dela não vai a lugar nenhum.

Se a Netflix ganha em volume e a Apple em acabamento, o Max ganha em profundidade de catálogo. É a única plataforma em que você pode assistir trinta anos de televisão importante sem sair de casa.

No ar agora

  • Lanternas. A série da DC com John Stewart e Hal Jordan investigando um assassinato em Nebraska que puxa uma conspiração cósmica. Oito episódios, semanais aos domingos, e o oitavo fecha em 4 de outubro. É a aposta da nova DC Studios na televisão, e a escolha de tratar Lanterna Verde como investigação policial em vez de space opera é a decisão mais interessante do projeto.
  • House of the Dragon. A guerra civil Targaryen, e a prova de que dava para fazer um spin-off de Game of Thrones sem repetir a fórmula. Elenco, dragões e política em nível alto.

Os clássicos que ainda são o teto

  • Os Sopranos. A série que criou a televisão moderna. Envelheceu melhor do que praticamente tudo que veio depois.
  • The Wire. Baltimore vista pela polícia, pelo tráfico, pelo porto, pela política, pela escola e pela imprensa. Exige paciência nos primeiros episódios e devolve tudo em dobro.
  • Game of Thrones. As primeiras temporadas continuam extraordinárias, e o final continua sendo o que é. Vale mesmo assim.
  • Chernobyl. Cinco episódios sobre o custo humano da mentira institucional. Provavelmente a melhor minissérie já feita.

Os modernos que valem o mesmo

  • Succession. Uma família bilionária brigando pelo controle da empresa. Diálogo mais afiado da televisão recente.
  • The Last of Us. A melhor adaptação de game já feita, e um dos raros casos em que a série encontra caminhos que o jogo não tinha. Temos um guia comparando jogo e série.
  • Watchmen. Continuação da HQ, não adaptação. Ousada e completa em nove episódios.
  • Barry. Um matador de aluguel entra numa aula de teatro. Começa como comédia e termina em outro lugar.
  • The White Lotus. Ricos em hotéis de luxo, cada temporada num lugar. Cruel e engraçada.
  • O Pinguim. Spin-off de Batman que funciona como drama de máfia. Colin Farrell irreconhecível.

Minisséries para um fim de semana

  • Mare of Easttown. Investigação de assassinato numa cidade pequena, com Kate Winslet.
  • True Detective, primeira temporada. Oito episódios, McConaughey e Harrelson, e um plano-sequência que virou aula.
  • Band of Brothers. Segunda Guerra vista de dentro de uma companhia. Continua insuperada no gênero.

O que o Max faz melhor e o que faz pior

Melhor: acervo. Nenhuma outra plataforma tem trinta anos de séries importantes disponíveis ao mesmo tempo. Assinar o Max é assinar uma biblioteca, não um lançamento.

Pior: instabilidade corporativa. A marca mudou de nome mais de uma vez, títulos já foram retirados do catálogo por decisão contábil, e a operação no Brasil muda de embalagem com frequência. O acervo clássico é seguro, o resto nem sempre.

Perguntas frequentes

Por onde começar se eu nunca vi nada da HBO?

Chernobyl, porque são cinco episódios e mostra do que a casa é capaz. Depois Os Sopranos, se você tiver fôlego para um clássico longo.

Preciso ver Game of Thrones antes de House of the Dragon?

Não. A história se passa quase duzentos anos antes e se explica sozinha.

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Lista atualizada em 8 de setembro de 2026. Só produções originais HBO e Max, para que nada aqui saia do catálogo.

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