Episódios de The Last of Us ranqueados: cena da segunda temporada

Todos os episódios de The Last of Us, ranqueados do melhor ao pior

Aviso: spoilers das duas temporadas do começo ao fim.

Dezesseis episódios em duas temporadas, e uma variação de qualidade maior do que a fama da série sugere. Os melhores episódios de The Last of Us estão entre o melhor que a televisão produziu nesta década, e os piores são episódios de passagem, que existem para levar a história do ponto A ao ponto B.

O critério aqui é o episódio como unidade: ele funciona sozinho, ele arrisca alguma coisa, e ele deixa marca. Peso de enredo não conta a favor, porque matar um personagem importante não faz um episódio bom por si só.

Os cinco do topo

  1. Por Muito, Muito Tempo (1×03). Bill e Frank, vinte anos numa cidade cercada, contados em oitenta minutos que quase não têm os protagonistas. É o melhor episódio da série e um dos melhores de qualquer série nesta década. A carta no final é a melhor coisa que o roteiro do Craig Mazin já produziu, e a série inteira passa a fazer sentido depois dela.
  2. Através do Vale (2×02). A morte do Joel e, ao mesmo tempo, o cerco de Jackson pelos infectados. Podia ter sido só o choque; virou o episódio de maior escala da série sem perder o drama pessoal de vista. É brutal e é bem feito, que são coisas diferentes.
  3. Resistir e Sobreviver (1×05). Henry e Sam. O episódio entende uma coisa que a série faz melhor que o gênero inteiro: o perigo não é o infectado, é a outra pessoa desesperada. E o desfecho não dá saída para ninguém.
  4. O Preço (2×06). Os aniversários, com Joel e Ellie na varanda. É o episódio que devolve o Pedro Pascal à série depois da morte e usa isso para dizer o que ficou por dizer entre os dois. Dramaturgia de primeira linha, sem apoio de ação nenhuma.
  5. Procure a Luz (1×09). O hospital, a escolha e a mentira. Nove episódios construindo um homem que faria qualquer coisa, para terminar com ele fazendo qualquer coisa. A última fala é uma das melhores de finais de temporada.

Do sexto ao décimo primeiro

  1. Dia Um (2×04). Seattle inteira aberta, o prédio, o trajeto de barco, a sequência do supermercado. É o episódio mais impressionante tecnicamente e o que mais conversa com a linguagem do jogo sem virar cutscene.
  2. Quando Mais Precisamos (1×08). David, a comunidade e o restaurante em chamas. É onde a Bella Ramsey entrega a melhor atuação da primeira temporada, e o episódio tem coragem de deixar a Ellie ir longe demais.
  3. Quando Você Estiver Perdido na Escuridão (1×01). A abertura de 1968, o dia do surto e a fuga de carro. Poucos pilotos estabelecem tanto em tão pouco tempo, e a cena com a Sarah é a razão pela qual todo o resto funciona.
  4. O Que Deixamos Para Trás (1×07). Ellie e Riley no shopping. Um episódio inteiro de leveza numa série que não tem nenhuma, para tornar o final insuportável. Funciona exatamente por isso.
  5. Parentesco (1×06). Jackson, o reencontro com o Tommy e a conversa em que Joel admite pela primeira vez que tem medo. A cidade que a série constrói aqui é o único lugar desse mundo em que dá vontade de morar.
  6. Sinta o Amor Dela (2×05). O segundo dia em Seattle, com a fotografia puxada para o vermelho e a Ellie cruzando uma linha. O episódio é bom, e o que ele prepara é melhor que ele.

Do décimo segundo ao último

  1. Infectados (1×02). Boston, o museu e a melhor explicação de cordyceps que a série dá. Sólido e um pouco protocolar.
  2. Dias Futuros (2×01). Reapresenta todo mundo, monta Jackson e planta a Abby. Faz o serviço, sem brilhar.
  3. Por Favor, Segure a Minha Mão (1×04). O trecho de Kansas City. Tem a melhor piada da série e pouca coisa além disso, porque é a primeira metade de um episódio duplo.
  4. O Caminho (2×03). Preparação. Íntimo, bem interpretado e claramente uma ponte entre dois episódios maiores.
  5. Convergência (2×07). O último e o mais fraco, e isso é um problema. Um final de temporada com cenas grandes subaproveitadas que termina em corte seco de tela preta. Não é suspense, é conta a pagar depois. A terceira temporada vai ter que fazer esse episódio valer retroativamente.

O padrão que aparece na lista

Quatro dos cinco melhores são episódios em que quase não acontece ação. Bill e Frank, Henry e Sam, a varanda dos aniversários, o hospital. A série é vendida como apocalipse com monstro, e ela é boa quando trata o monstro como cenário.

O outro padrão é menos confortável: a segunda temporada ocupa três das cinco últimas posições. Ela tem picos altíssimos e um problema de ritmo que a primeira não tinha, provavelmente porque sete episódios são pouco para o material que ela quis cobrir.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor episódio de The Last of Us?

Por Muito, Muito Tempo, o terceiro da primeira temporada, sobre Bill e Frank. É consenso raro entre público e crítica.

Dá para pular algum episódio?

Não. Mesmo os mais fracos carregam informação que os seguintes usam, e a série é curta o suficiente para não pedir atalho.

A segunda temporada é pior que a primeira?

É mais irregular. Tem episódios entre os melhores da série e também os de ritmo mais frouxo. Entre os melhores episódios de The Last of Us, as duas temporadas dividem o topo.

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