O que assistir depois de Arcane, separado pelo que você gostou nela

O que assistir depois de Arcane, separado pelo que você gostou nela

Você terminou as duas temporadas, entendeu que não vem uma terceira, e agora está com aquele buraco específico: quer animação adulta, bonita de doer, com personagem que não é herói nem vilão. A lista abaixo é o que assistir depois de Arcane, separada pelo que exatamente você gostou nela.

Porque Arcane acerta em três frentes diferentes, e nem todo mundo se apaixonou pela mesma.

Se você foi pelo visual

  • Cyberpunk: Edgerunners, na Netflix. Dez episódios do Studio Trigger, adaptando outro jogo, com a mesma coragem de arte e um final igualmente devastador. É a indicação mais direta que existe, e se você só for ver uma, é esta.
  • Homem-Aranha no Aranhaverso e a continuação. Não é série, mas divide com Arcane a mesma tese: animação para adulto não precisa imitar o realismo, precisa inventar uma linguagem própria.
  • Blue Eye Samurai, na Netflix. Japão do século XVII, vingança e uma animação de acabamento cinematográfico. Adulta de verdade, em violência e em tema.
  • Scavengers Reign. Náufragos num planeta alienígena, com desenho de fauna e flora que não se parece com nada. É o mais estranho e mais bonito da lista.

Se você foi pelas irmãs

O coração de Arcane é uma relação familiar que não tem conserto. Se foi isso que te pegou:

  • Castlevania, na Netflix. Começa como adaptação de videogame protocolar e vira uma das melhores séries de fantasia adulta em animação, com foco pesado em legado familiar e culpa.
  • A Lenda de Korra. Continuação de Avatar, com protagonista adulta, dilema político real e antagonistas que têm razão em parte. É onde a animação ocidental amadureceu.
  • Vinland Saga. Anime, e o assunto é exatamente o custo da vingança sobre quem a carrega. A segunda temporada quase não tem luta e é melhor por isso.
  • Invencível, no Prime Video. Super-herói adolescente descobrindo o que o pai é. A relação entre os dois é o motor, e a violência não é enfeite.

Se você foi pelo mundo

Piltover e Zaun, a cidade dividida entre o andar de cima e o de baixo, é construção de mundo de primeira. Se foi isso:

  • O Príncipe Dragão, na Netflix. Fantasia serializada, mais leve, com política entre reinos bem desenhada. Funciona também para ver com adolescente em casa.
  • Dota: Sangue de Dragão, na Netflix. Outra adaptação de jogo da mesma safra. Bem abaixo de Arcane em execução, e ainda assim vale para quem quer mais fantasia vinda de videogame.
  • Primal. Praticamente sem diálogo, do criador de Samurai Jack. Pré-história, violência e desenho de movimento impecável. É outro tipo de mundo, e é hipnótico.

E se você quer mais adaptação de game

Arcane virou a régua desse tipo de produção. Depois dela, as duas que sustentam comparação são The Last of Us, no HBO Max, e Fallout, no Prime Video. As duas são em imagem real, e as duas entenderam a mesma lição: adaptar não é reproduzir plano por plano, é encontrar o que a história tem de bom fora do controle na mão.

A verdade desconfortável

Nenhuma dessas é Arcane. A combinação de dinheiro, tempo e liberdade que a Fortiche teve é rara ao ponto de ser quase acidente: a segunda temporada custou em torno de 250 milhões de dólares e levou três anos.

O melhor caminho, para quem procura o que assistir depois de Arcane, é começar por Cyberpunk: Edgerunners, que chega mais perto, e depois escolher pelo que te pegou, não pelo que se parece.

Perguntas frequentes

Qual série é mais parecida com Arcane?

Cyberpunk: Edgerunners, sem discussão. Adaptação de jogo, animação autoral, dez episódios e um final que machuca.

Existe alguma continuação de Arcane?

Não da história de Vi e Jinx. A Riot confirmou três séries novas em outras regiões de Runeterra, sem data.

Preciso conhecer League of Legends para ver essas indicações?

Nenhuma delas exige. A maioria não tem relação nenhuma com o jogo.

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